procedimentos

 procedimentos arteriais

aneurisma de aorta abdominal – aberto

 

Durante o tratamento cirúrgico aberto ou convencional uma incisão é feita em seu abdômen e substitui-se a parte dilatada da sua aorta com um tubo (enxerto). Este enxerto é feito de material sintético forte, como PTFE ou Dacron, no tamanho e forma da aorta saudável. O pós-operatório imediato (geralmente 1 a 2 dias) é feito em UTI e o tempo de internação após a cirurgia varia de 4 a 7. Pode-se requerer 2 a 3 meses para uma recuperação completa. Mais que 90% das correções de aneurisma abertos têm êxito por longo tempo (vários anos).

 

endarterectomia de carótida

 

Durante cirurgia, o cirurgião vascular remove a placa que está estenosando a artéria carótida. O procedimento é chamado endarterectomia de carótida e pode ser executado usando anestesia local ou anestesia geral, dependendo da situação particular. Uma vez anestesiado, uma incisão é feita em seu pescoço e a placa contida na camada interna de sua artéria carótida é removida. Este procedimento é seguro e tem bons resultados quando feito por um cirurgião vascular qualificado e experiente.

 

fístula arteriovenosa para hemodiálise

 

A confecção de fístula arteriovenosa para hemodiálise é uma cirurgia extremamente delicada, geralmente realizada com anestesia local.

Nesta cirurgia, uma veia superficial é suturada em uma artéria. Com essa ligação, o sangue arterial que tem alta pressão, vai para as veias superficiais e assim, a veia aumenta de tamanho e o volume de sangue que corre por ela também aumenta provendo um fluxo sangüíneo suficiente para que a hemodiálise possa ocorrer.

Normalmente as fístulas, como primeira escolha, são confeccionadas na altura do punho mas também podem ser realizadas na altura da prega do cotovelo e em outros locais anatômicos.

 

revascularização dos membros

 

Durante um procedimento de revascularização dos membros, o cirurgião vascular cria um novo caminho para o fluxo de sangue, utilizando um enxerto (também conhecido como ponte). O enxerto pode ser um segmento de uma das suas veias (veia safena por exemplo) ou de um tubo feito com material sintético (prótese) que o cirurgião comunica acima e abaixo da oclusão (trombose) para permitir que o sangue passe através dele até a circulação distal.

procedimentos venosos

 

escleroterapia – aplicação de vasinhos

 

A escleroterapia, conhecida por muitos como “aplicação de vasinhos”, é um tratamento destinado à eliminação das telangiectasias(vasinhos). Um líquido muito concentrado, chamado esclerosante, é injetado através de microagulhas, que são extremamente finas, dentro do vasinho. Este líquido provoca uma alteração na célula do vaso fazendo com que ele desapareça. Quando o líquido continua na circulação e atinge os vasos maiores é diluído pelo sangue e perde a concentração e, portanto, o efeito.

 

laser trandérmico para telangiectasias – vasinhos

 

Consiste no disparo do Laser através da pele promovendo a destruição da varicosidade pela dissipação de calor intenso, localizado e seletivo (fototermólise).

O Laser transdérmico para telangiectasias tem como vantagens ser pouco invasivo (não usa agulhas), ser desprovido de reações alérgicas (não há injeção de medicamentos) e induzir menor reação inflamatória cutânea quando comparado a escleroterapia convencional.

 

laser endovenoso para varizes

 

O tratamento com laser endovenoso está rapidamente se tornando o padrão-ouro no tratamento de varizes.

É realizado através da introdução de uma fibra fina na veia danificada através de uma punção ou pequena incisão (corte) na perna. O laser é emitido através da fibra, que é puxada através da veia oferecendo a quantidade certa de energia. O tecido alvo reage com a energia da luz, fazendo com que a veia seja fechada e o sangue é automaticamente encaminhado para outras veias saudáveis.

Isso evita grande parte da dor e hematomas que são freqüentemente associados com o método mais convencional de ligadura e retirada da veia safena (safenectomia). Alguns pacientes podem experimentar dor temporária ou algum inchaço leve, que podem ser tratados de forma eficaz com o uso de analgésicos e anti-inflamatórios e geralmente desaparecem nos primeiros cinco dias.

O procedimento é minimamente invasivo e não requer anestesia geral. Pode ser feito em procedimentos selecionados com anestesia local ou regional (raqui e/ou peridural). Os pacientes são encorajados a andar após a recuperação anestésica e retomam as suas atividades normais muito mais precocemente que na cirurgia convencional de retirada da veia safena (Safenectomia).

tratamento de varizes por radiofreqüência

 

O procedimento de tratamento de varizes por radiofreqüência é uma alternativa de tratamento minimamente invasivo com menos dor e menos hematomas quando comparada à cirurgia convencional de retirada da veia safena.

É realizado através da inserção de um cateter e aquecimento da parede da veia com temperatura controlada de energia por radiofreqüência, ocasionando o fechamento da veia safena doente fazendo com que o sangue se direcione para veias saudáveis.

 

espuma ecoguiada para tratamento de varizes

 

Uma agulha é introduzida na veia comprometida guiada por imagens de ecografia vascular e realizamos a injeção da espuma esclerosante (combinação de um liquido esclerosante denominado Polidocanol e ar ambiente) ocasionando obliteração do lúmen da veia e oclusão da mesma. Se alguma veia não é completamente tratada, injeções adicionais podem ser dadas em sessões posteriores.

Evidências atuais sobre a espuma ecoguiada para varizes sugere que o método é eficaz no curto e médio prazos. Estudos têm demonstrado que o tratamento é bem sucedido em cerca de 67-94% de pacientes depois de 3 meses a 10 anos de seguimento.

microcirurgia de varizes

 

É indicada para os casos mais leves de microvarizes. As microvarizes são retiradas por pequenas incisões, tão pequenas, que não necessitam pontos para cicatrizar. A cirurgia é feita com o auxílio de microganchos que retiram as veias e as eliminam. Este tipo de procedimento retira as veias reticulares (microvarizes) que estão sob a pele, formando trajetos azulados ou esverdeados e que freqüentemente estão intimamente associados com as telangiectasias ou vasinhos. Estas veias são muito freqüentes na face posterior do joelho e lateral da coxa e perna. Aparecem também na parte de dentro do joelho e coxa e às vezes na frente da tíbia. Quando estão associadas as telangiectasias (vasinhos) são fonte de refluxo e estase de sangue. Assim são em parte responsáveis pelo aparecimento dos vasinhos e devem ser tratadas também para melhores resultados.

cirurgia de varizes convencional

 

É um procedimento realizado em Hospital para portadores de varizes de médio e grosso calibre. A necessidade ou não de internação vai depender da extensão do procedimento, e varia da alta no mesmo dia até 1 dia de internação. O tempo de repouso é mais prolongado, se estendendo por 7 a 30 dias.

Este procedimento vai tratar as veias aparentes e suas causas. Assim serão retiradas as safenas se estiverem doentes, as colaterais, as perfurantes, as veias reticulares.

procedimentos endovasculares

 

acesso venoso central

 

O acesso venoso central permite ao seu médico oferecer o medicamento diretamente na corrente sanguínea diminuindo a necessidade de punção dos vasos sanguíneos. Na confecção do acesso venoso central, um tubo longo, fino (cateter) é introduzido através de uma punção de uma veia geralmente no pescoço, ou no peito.

aneurisma de aorta abdominal – endovascular

 

Seguindo a evolução tecnológica na Medicina, a cirurgia vascular também progrediu, podendo ser realizado em casos selecionados de aneurisma de aorta abdominal o tratamento endovascular com próteses que são colocadas por dentro do aneurisma através do cateterismo das virilhas, sem a necessidade de abertura do abdome. Esse tipo de tratamento é indicado principalmente para os pacientes com alto risco cirúrgico para o tratamento cirúrgico aberto. Seu tempo de recuperação para o tratamento endovascular é normalmente mais curto que a cirurgia aberta, e sua permanência de hospital pode ser reduzida a 2 a 3 dias. Porém, este procedimento requer um acompanhamento com exames de imagem (angiotomografia) mais freqüente e é mais provável requerer manutenção periódica do que o procedimento aberto.

 

angioplastia – com ou sem stent

 

Angioplastia (com ou sem stent): Durante um procedimento de angioplastia um cateter, é inserido em um pequeno furo em sua virilha e conduzido com guia por suas artérias até a área doente. Uma vez lá, um balão especial preso ao cateter é insuflado e esvaziado várias vezes. O balão empurra a placa de aterosclerose da artéria contra suas paredes alargando a sua luz. Em algumas circunstâncias, um tubo de metal minúsculo chamado de stent pode ser colocado na área estreitada de sua artéria para mantê-la aberta. O stent permanece permanentemente em sua artéria. Depois de uma angioplastia bem sucedida o sangue flui mais livremente pela artéria, melhorando a sua circulação.

 

angioplastia de carótida

 

É um procedimento minimamente invasivo desenvolvido para tratar doença aterosclerótica da artéria carótida. Geralmente é executado com anestesia local. Para executar este procedimento, seu cirurgião vascular insere um cateter por um pequeno furo na virilha e guia o mesmo por seus vasos sanguíneos até sua artéria carótida que fica no pescoço. O cateter leva um balão minúsculo que é insuflado enquanto empurra a placa contra as paredes da artéria. Logo, o médico coloca um tubo de metal minúsculo chamado stent na artéria para mantê-la aberta.  Para os pacientes que têm condições médicas que aumentam o risco de endarterectomia da carótida (cirurgia aberta), angioplastia e stent podem ser uma boa alternativa.