Células Tronco: Uma nova esperança no tratamento de isquemia crítica

Embryonic_stem_cells A aterosclerose é o processo patológico mais frequentemente encontrado na população em indivíduos acima de 60 anos e a causa mais comum de isquemia, “falta de circulação”.

Os sintomas de isquemia variam de acordo com a  sua localização e grau de comprometimento . Nos membros inferiores os sintomas podem iniciar com dores na pernas ao caminhar e evoluir para uma dor constante que apresenta pouca melhora com analgésicos . Em alguns casos a circulação pode ser tão pouca que leva à formação de feridas de difícil cicatrização.

Existem vários tipos  de tratamento para isquemia desde medicamentos e mudanças de hábitos de vida até cirurgias  abertas ou endovasculares. Infelizmente alguns pacientes ou não tem a reposta esperada ao tratamento ou chegam ao consultório em uma fase adiantada  da doença onde não ha mais a opção de cirurgia ou de uso de medicamentos para melhorar a circulação. Nestes pacientes o tratamento é normalmente paliativo com controle da dor e cicatrização das feridas .

É  para estes pacientes que a terapia com células tronco vem trazer uma nova esperança.

O estudo de terapias com células-tronco no reparo de tecidos ou órgãos lesados em pacientes é bastante recente. A primeira descoberta da capacidade das células-tronco de medula óssea em se diferenciarem em células mais especializadas foi reportada em 1998. E vem evoluindo em várias áreas da medicina.

Em parceria com Hospital Angelina Caron e  com o departamento de pesquisa da Pontificia Universidade Catolica do Paraná  a equipe  tornou-se pioneira  realizando o primeiro procedimento  no Hospital Angelina Caron com punção guiada por ecodoppler .

O procedimento é simples consistindo na coleta de celulas tronco através da punção de crista iliaca , seguido do preparo da células .  Algumas horas depois é realizada a  punção guiada através de ecodoppler no trajeto do vaso que encontra- se ocluido com injeção fracionada das células obtidas.

O resultado pode ser comprovado com melhora da dor  e cicatrização das feridas em um período que pode variar de algumas semanas até 3 meses.

A terapia com células tronco no tratamento da isquemia crítica dos membros inferiores vem como uma esperança para pacientes onde já se esgotaram as opções de tratamento.

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Dra. Adriana B. de Freitas Brandão

Sobre Dra. Adriana B. de Freitas Brandão

Dra. Adriana B. de Freitas Brandão CRM: 15487-PR. Graduada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Residência Médica em Cirurgia Geral pelo Hospital Universitário Cajuru (PUC-PR). Residência Médica em Angiologia e Cirurgia Vascular pelo Hospital Nossa Senhora das Graças –Curitiba-PR . Mestre em Cirurgia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Título de especialista em Cirurgia Vascular pela AMB e Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) . Curso de Especialização em Cirurgia Endovascular pelo Núcleo Integrado de Cirurgia Endovascular e Pesquisa (NICEP). Professora no curso de Medicina da Faculdade Pequeno Príncipe. Preceptora do Programa de Residência Médica em Cirurgia Vascular e Endovascular do Hospital Angelina Caron.

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